Ansiedade, bullying e tecnologia nas crianças. Como os pais podem ajudar

Psicologia Pedagogia 09 dezembro de 2019

Na sociedade, estamos começando a prestar mais atenção na saúde mental dos nossos filhos. De acordo com um estudo recente, a ansiedade é prevalente nas crianças de hoje mais do que nunca, com sintomas de ansiedade começando já aos 7 anos de idade. O suicídio é agora a segunda principal causa de morte entre os adolescentes nos Estado Unidos. Ele aumentou 56% de 2007 para 2017.

Especialistas da área identificaram isso como um problema de saúde pública. Embora a causa seja complexa, muitos estudiosos acreditam que essas estatísticas se devem a vários fatores, todos causados por uma combinação de variáveis, incluindo mídia social, bullying, falta de limites com a tecnologia e solidão.

PROBLEMAS COMUNS DE SAÚDE MENTAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O bullying, ou agressão relacional, continua a ser um problema para os jovens e é cada vez mais difícil de identificar e diferenciar de outras formas de agressão. Um estudo descobriu que a agressão relacional começa cedo na idade pré-escolar e ocorre mais frequentemente entre crianças cujos pais modelam a agressão relacional na sua relação.

As redes sociais amplificaram os sentimentos de solidão de muitos jovens. Antes das redes socias, se alguém fosse deixado de fora de uma turma, ou outro grupo social, não poderia ver o que estava realmente perdendo. Os jovens de hoje são bombardeados com imagens de seus pares fazendo coisas, às vezes sem eles, e essas imagens podem gerar traumas e angustias profundas.

A falta de limites com a tecnologia também levou a muitos resultados adversos em crianças e adolescentes. Devido à cultura atual de distrações constantes com a tecnologia, muitos sujeitos estão passando pela vida sem prestar atenção a qualquer tarefa. As crianças estão especialmente em risco. Os Pediatras recomendam, para as crianças, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento, não mais que 1 a 2 horas de tempo por dia usando computadores ou celulares. Mas, de acordo com um relatório já do 2010, as crianças podem passar até 7,5 horas por dia em frente a uma tela, e para algumas famílias, não há regras com relação aos dispositivos eletrônicos. O uso constante da tecnologia pode fazer com que as crianças tenham mais dificuldade em entender como resolver problemas com os outros. Quando nos encontramos em uma situação relacional complexa, é importante prestar atenção total para resolver o problema da melhor forma possível.

A solidão também pode ser um problema, especialmente para as adolescentes. Estudos mostram que as adolescentes passam mais tempo em mídias sociais do que nunca. Os efeitos disso pode ser adolescentes mais isoladas que passam mais tempo livre em casa navegando pelas mídias sociais, com riscos de depressão e ansiedade nos adolescentes. Além disso, os adolescentes que iniciam a faculdade são menos propensos a serem capazes de resolver seus próprios problemas e mais propensos a depender de seus pais para resolver problemas do que antes.

COMO OS PAIS PODEM AJUDAR

Se você for um pai ou mãe, o que você pode fazer em relação a isso? Há muitas maneiras de combater os problemas de bullying, mídia social e limites com a tecnologia. Os pais desempenham um papel fundamental na vida dos seus filhos. Os pais que impõem regras firmes dentro de uma relação de amor tendem a ter resultados mais bem-sucedidos para os seus filhos, sugerem as pesquisas.

Aqui estão algumas estratégias que os pais podem usar para ajudar seus filhos com questões sociais e emocionais:

1 - Dê atenção e reconhecimento às crianças quando elas demonstram gentileza nas realizações. Como pais, podemos muitas vezes perguntar aos nossos filhos sobre seus dias, que notas eles receberam nas provas, ou como eles se saíram na Educação Física. Mas você já pensou em perguntar a eles se e como foram gentis com um colega de classe? Comecem em fazer esta pergunta aos filhos logo para que esta seja uma parte habitual conversa diária.

2 - Encoraje seu filho ou filha em resolver seus problemas relacionais diretamente com seus colegas de classe. Como pais, podemos muitas vezes querer intervir e resolver todas os conflitos entre amigos. Por exemplo, considere uma criança compartilhando a experiencia de que um colega de classe estava zombando sua aparência na frente da classe. O primeiro instinto de um pai pode ser chamar os pais desse colega de classe. Em vez disso, um pai poderia pedir a seu filho para dizer a esse colega de classe como ele estava se sentindo, e também para dizer ao colega de classe que eles não querem que eles façam isso novamente. Eles podem então aplaudir a bravura da criança por dizer ao colega de classe como eles estavam se sentindo.

3 - Encoraje os seus filhos a terem empatia pelos outros. Por exemplo, você pode notar que seus filhos estão fofocando com você sobre um amigo que perdeu um papel em uma peça de teatro porque eles não se lembraram de suas falas. Em vez de participar da fofoca, incentive-os a pensar sobre seu amigo e como seria perder um papel em uma peça de teatro.

4 - Limite seu próprio uso da tecnologia. Talvez os adultos sejam os piores professores de todos quando se trata de limitar a tecnologia em torno de nossas crianças. Percebo que, se estou absorvido pelo meu telefone perto dos meus filhos, é impossível para mim estar presente com eles, e eles muitas vezes ficam com raiva e começam a gritar para chamar minha atenção. Considere guardar seu telefone na mesa de jantar, na hora de dormir e enquanto estiver dirigindo no carro, pois esses são momentos críticos para a conexão com seus filhos.

Embora os problemas dos jovens de hoje sejam mais complexos do que nunca, pais e adultos podem ajudá-los de maneira profunda. Se você ou seu filho se beneficiariam ao consultar um terapeuta profissional, considere procurar ajuda.

 

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