5 motivos que podem contribuir para o baixo desejo sexual feminino

Psicologia Autoajuda Comportamento 24 fevereiro de 2020

Conheça os principais motivos que podem contribuir para o baixo desejo sexual. Se você já disse frases como “eu poderia pegar ou largar”, “não tenho mais interesse em sexo” ou “eu ficaria feliz em nunca mais fazer sexo”, pode ser que as situações, a seguir, possam estar acometendo a sua saúde sexual. 

Estima-se que 32% a 43% do público feminino apresenta baixo desejo sexual em, pelo menos, alguma instância da vida. É claro que o baixo desejo sexual é uma das condições sexuais mais comuns que se apresentam pelo público feminino e que norteia terapias.

O tratamento para mulheres com baixo desejo sexual pode ser bastante complicado, porque existem diversas razões para que a libido seja impactada, tanto quanto experiências pessoais a situações sociais, mensagens culturais à dinâmica do relacionamento e tudo mais.    

Contudo, ainda que o desejo sexual seja impactado por diversos interconexões das vidas, há o público feminino que ainda se culpa pela ausência do interesse sexual e crêem que alguma coisa está errada, de forma inerente. Porém, em diversas situações, o desejo sexual ainda pode permanecer por lá, mas tênue, hibernando.

5 situações que acometem o seu desejo sexual

É grande a lista do que pode fazer o desejo sexual ser reduzido, mas são cinco razões comuns pelas quais o público feminino pode ter esse baixo interesse pela relação sexual. Veja, a seguir, o que fazer para combatê-las!

1. O sexo é desejado mais pelo seu parceiro do que por você

Se o seu companheiro parece desejar a relação sexual diariamente, mas você se sente satisfeita fazendo isso apenas 1x por semana, pode ser que o seu desejo sexual esteja baixo.

Diversas mulheres com baixo desejo sexual acham que sua parcerio é “normal” e, logo, assumem que há algo de errado com elas mesmas pela falta do desejo sexual equivalente.

De outra forma, não há tendências de suspeitar que o indivíduo com um alto desejo sexual também tenha algum problema. Não questionamos a razão pelo companheiro querer tanto sexo.

Enquanto sociedade, o sexo é valorizado. Por isso, querer muito é sinônimo de saudável, bom.

A terminologia 'discrepância do desejo' faz a descrição de um cenário em que duas pessoas em um relacionamento apresentam níveis diferentes de desejo sexual.

Ainda que essa terminologia possa ter aplicação a todos os casais, há determinadas diferenças óbvias e com muita consistência em seu desejo sexual.

Porém, discrepâncias de desejo não querem dizer que um indivíduo tenha um quantitativo “certo' de libido. Em suma, o intuito não é que o parceiro que tem um desejo menor atenda à vontade daquele tem um desejo maior.

Como em quaisquer compromissos ou relações românticas, a gente descobre um “meio termo”, como feito em relação aos nossos costumes distintos, preferências e afins.

Solução

Questione-se: caso meu parceiro não desejasse o sexo com tanta frequência, eu me preocuparia com meu grau de interesse em sexo? Eu já tive outros companheiros que não queriam sexo frequentemente quanto meu companheiro atual e, por isso, nunca refleti muito sobre minha falta de interesse?

A depender das suas respostas, determinadas conversas sexuais frequentes com seu companheiro podem ser bastante interessantes. Apresentar um desejo reduzido em relação ao seu companheiro não quer dizer que algo está 'errado' com você, mas sim que você e seu parceiro têm alguma coisa a fazer.

2. Você não se permite ser positiva e ficar bem humorada!

Sabemos pelos estudos de que muito do público feminino apresenta um desejo sexual sensibilizado ao oposto do que a espontaneidade. 

De outra forma, diversas mulheres não têm a vontade repentina de se relacionar sexualmente, como acontece para ir do trabalho à ioga, bem como ao assistir um filme específico sobre crime real na Netflix.

Ao invés disso, elas correspondem a sinais do sexo em seu âmbito e, de modo geral, tomam algum momento para o “aquecimento” da relação sexual.

Isso não diz respeito somente a participação de preliminares do sexo. Comumente, as mulheres necessitam de um ambiente do sexual antes da preliminar começar.

A exemplo, talvez seja necessário bastante romance ao longo do dia, com mensagens de textos, enquanto estiver longe; um beijo demorado, quando seu companheiro voltar para casa, ou quaisquer outras situações para a definição do humor antes que o sexo.

Diversas mulheres que conheço descrevem o “não” ao sexo, em razão de que seu parceiro faz uma abordagem do nada, sem um estímulo específico.

A razão, então, é que elas não estão se sentindo sexuais naquela instância exata, e isso faz o reforço da crença de que não há interesse sexual: elas negam o encontro sexual, a companhia sofre com rejeição e não há felicidade para nenhum dos dois.

Solução

Se o seu parceiro sugere fazer sexo, reserve um momento para refletir ao invés de dizer “não”, de forma imediata. Caso o momento não seja o mais adequado, ou que você esteja indisposta, o ideal é dizer: “olha, não agora, mas deixa eu fazer isso aqui antes, e em seguida a gente tenta”, ou “não tinha em mente transar agora, mas que tal jantarmos, ver um filme ou passear e ver como isso se desenrola, que tal?”.

É preciso de tempo para um “aquecimento” para o sexo, e isso não quer dizer que o seu apetite sexual seja problemático ou baixo, mas sim que é necessário considerá-lo como um fragmento da equação do sexo.

3. Você não conhece seu gosto sexual

Como é que você terá um sexo que vale a pena ? Para início, é preciso saber o que, de fato, é satisfatório para você.

Quais são as melhores posições para que você tenha um orgasmo? Qual o momento do dia que você acredita estar mais disposta ou ter menor probabilidade para desejar se relacionar sexualmente? Muita gente não tem essas respostas.

É verdade que algumas pessoas dizem nunca ter pensado sobre isso. De outra forma, essas mulheres, de modo geral, sabem muito bem o que elas não costumam gostar.

Imagine o seguinte: o companheiro se disponibiliza para realizar o jantar, questiona o que você deseja e você responde “eu não sei”, e em seguida, ele faz espaguete. Aí, então, você diz “eu detesto espaguete”.

Não seria muito melhor dizer “eu gosto de frango; você pode fazer isso?' e seu companheiro fazer o tal frango para você e todo mundo ficar feliz?

Solução

Não é muito fácil conhecer aquilo que desejamos sexualmente, ainda mais quando não pensamos bem sobre isso. Porém, um início é o próprio começo: é importante pensar nas primeiras apresentações quanto o sexo com seu parceiro.

Lembre-se do que tenha agradado você e seu companheiro. Tentar isso de novo é importante, para ver se está bom ainda. Ou, ainda, se você sabe somente aquilo que não está dando certo, dando um passo à frente para considerar a razão negativa e o que pode ser melhor.

4. Você sabe do que gosta; mas não sabe como pedir ou acha que seu parceiro deveria saber

Muitos de nós imaginam o sexo como surge nos filmes: dois apaixonados se sintonizam completamente, sabem, de forma exata, quando e onde devem transar, bem como se tocar e agradar um ao outro, e em seguida, conseguem atingir o clímax de maneira simultânea e mutuamente prazerosa explosão.

A realidade não é essa. Em alguns momentos, uma posição sexual interessante, que nos foi boa em último momento, pode não ser tão boa neste. Ou ainda, necessitamos um pouco mais de sexo oral antes de penetrar, ao passo que, em outros momentos, a penetração já é desejada.

Ou, ainda, você quer estar “em cima” por algum momento. Essa comunicação sobre o que é necessário e preferível é essencial para satisfazer sexualmente.

É de causar surpresa que muitas mulheres relatam ter desconforto para dizer ao seu companheiro o que elas desejam. Elas acreditam que não devem mencionar aos seus parceiros, ou que não deveriam ter que dizer, porque eles deveriam saber.

Caso você, em quaisquer níveis, crê que seu parceiro deveria ter mais responsabilidade pelo prazer que você tem sobre o sexo, então assume um papel de passividade sexual e é muito provável que você não desfrute muito sobre o processo.

Lembrar que seu companheiro não pode saber o que, de fato, você está pensando, é essencial para dar início a uma conversa.

Solução

Caso você já saiba o que gosta, ou se tem alguma coisa que não te faz sentir bem ou algo que te faz se sentir muito melhor, é importante dizer isso ao seu parceiro.

Se você tem um relacionamento de muito respeito em que seu companheiro escuta suas necessidades, tente dizer-lhe de forma explícita o que você gosta e o que está de fato funcionando. Grande parte dos parceiros gostaria de saber mais sobre você.

É possível falar entre encontros sexuais ou ao longo deles, porém o incentivo verbal disponibiliza uma chance ainda melhor de você gostar do sexo e dispor de uma oportunidade maior de querer de novo.

5. Você aprendeu que mulheres não devem gostar de transar

Como mulheres, meninas, jovens, muitas são educadas como abraçar e agir de acordo com sua sexualidade. 

Sem dizer, ainda, sobre o risco de contração de infecções e doenças sexualmente transmissíveis. E, após isso, a fama de mulheres solteiras, promíscuas e que gostam de sexo.  

Mas, em seguida, você faz parte de um relacionamento ou se casa e, repentinamente, espera-se que você deixe tudo isso para trás. É esperado que você seja uma pessoa sexual confiante que gosta muito de fazer sexo com seu parceiro.

Como fazer essa transição? Isso não acontece da noite para o dia, mas as coisas podem mudar.

Solução

É importante refletir sobre as mensagens que você recebeu na vida, anteriormente, sobre a vida sexual. O aprendizado de que “garotas boas” não gostam de sexo deve ser modificado. Quebre os tabus.

É válido também considerar o impacto que todo esse passado pode ter construído sobre você e se podem afetar quem você é agora. Não é fácil deixar isso para trás, mas identificar de onde isso veio e o que você realmente pensa sobre toda essa situação, é um excelente ponto de partida.

Reflexões finais

Algumas pessoas do sexo feminino podem apresentar problemas quanto a libido, muito mais específicos do que o conteúdo em questão. Para estas, é importante procurar uma ajuda especialista, como ginecologista ou terapia que realmente auxilie-as.

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